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Alexandre Guerra é conselheiro do Grupo Giraffas, que hoje conta com 128 lojas espalhadas pelo Brasil e em outros países. Foto: Eduardo Bessa - Aluno de Fotografia do IESB

Ainda assim, segundo Alexandre Guerra (Giraffas), setor não está livre de crise

*Por Letícia Amaral, estudante de Jornalismo do IESB

Na programação da tarde desta quinta-feira (17) do 29º Congresso Abrasel, no Centro Universitário IESB, o empresário Alexandre Guerra apresentou a palestra Hábitos de Consumo - um Retrato da Crest Brasil (Consumer Reports on Eating Share Trends) e a trajetória da rede de fast-food Giraffas.

Alexandre Guerra é conselheiro e sócio do grupo Giraffas e possui títulos de MBA em comércio internacional e de especialização em controladoria de multinacionais e mercados derivados. A rede Giraffas foi fundada em 1981, em Brasília, por Carlos, pai de Alexandre. Hoje está presente em 128 municípios brasileiros e em alguns países, como os Estados Unidos.

O empresário acredita que o crescimento da rede aconteceu graças a decisões importantes, como a criação de franquias, a terceirização do sistema de produção e o oferecimento dos grelhados. ”A gente trouxe para o setor de fast food uma inovação, que parece bobagem, mas foi uma grande inovação da época: conseguir produzir um prato dentro de um preço e tempo adequado para fast food”, recordou.

Sobre o Crest, um instituto de pesquisa norte-americano, Alexandre Guerra explicou que o foco é a pesquisa sobre os hábitos de consumo em 10 países. Anualmente, 72 mil pessoas são entrevistadas, com investimento de R$ 1 milhão no estudo. Com base nos dados coletados, é possível conhecer informações importantes do setor, como o valor atingido pelas redes de alimentação, local onde as pessoas estão consumindo, classe social, idade, incidência dos alimentos e satisfação.

Segundo o último levantamento, o setor de alimentação fora do lar movimentou R$ 184 bilhões no Brasil em 2016, com tíquete médio de R$ 13,40 e visitas de 14 bilhões de pessoas. O Brasil tem apenas 27% de compradores para o setor, sendo que as classes C e D não possuem renda suficiente para o hábito de comer fora de casa. Em outros países existe consumo maior, como na China e nos Estados Unidos, onde o percentual chega a 81%. Ou seja, há espaço para crescer bastante no mercado nacional.

Analisando os dados, Alexandre Guerra alerta que não é correto ver o setor como livre de crise com o argumento de que ninguém pode deixar de comer. “Tem muita gente que fala que o mercado de alimentação tá livre de crise, porque é um produto de necessidade, mas a gente está totalmente ligado ao lazer, então, se a pessoa não vai ao shopping, ao cinema, ele não vai à praça de alimentação”, observou.

Congresso Nacional Abrasel

O Congresso da Abrasel, o maior encontro do setor de bares e restaurante do Brasil, começou em 15 de agosto e termina na noite desta quinta (17). A edição de número 29 tem como tema Conectar Pessoas, Saberes e Iniciativas. O evento é realizado pela própria Abrasel, pelo Centro Universitário IESB e pela revista Prazeres da Mesa, com patrocínio da Ambev, Ecolab, Getnet, Philip Morris Brasil, Sodexo e Souza Cruz. Conta também com a parceria da Vinum Brasilis, parceria de mídia do Correio Brazilienze e apoio da Fispal.